Diziam que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”, mas o ditado foi adaptado aos dias atuais e acreditam que se deve sim meter a colher…
De qualquer forma, o fato é quem fica com o animal de estimação, após a briga?

Por isso tomei a liberdade de alterar novamente a frase para “em briga de marido e mulher não se mete o cão!” e é sobre isso que falo neste Falatório!

Em briga de marido e mulher não se mete o cão

Ainda não presenciei casos reais de brigas por causa do animal de estimação, mas o “se” já rondou o divã do meu consultório e muitos cafezinhos: “SE ele terminar comigo nunca mais irá ver o cão” ou então “SE ela me expulsar de casa, o cachorro vai comigo”.

Não posso falar sob o aspecto legal dessas situações, mas das consequências para todos os envolvidos sob o aspecto psicológico.

Não existe ex-cachorro, assim como não existe ex-filho, ex-irmão ou ex-pais. Os animais de estimação têm um detalhe que pode influenciar como ele é tratado em caso de separação. Normalmente ele tem um dono, a pessoa que o comprou e levou pra casa ou que o recebeu de presente. E aí, ao invés de facilitar, complica.

O dono de direito nem sempre o é de fato. A verdade é que o animal costuma escolher o dono. Fatalmente é quem o cuida diariamente, alimenta, dá carinho. E aí se forma o conflito. O cão é da esposa, mas o animal é mais ligado ao marido, que bate o pé querendo ficar com ele. Com crianças no meio, a coisa fica ainda mais difícil, se ela for muito ligado ao bicho.

Confusão na certa. O que se pode fazer, que eu recomendo, é que se discuta a guarda do animal, que pode ser compartilhada entre um ou mais membros da família. Uma boa conversa e esforço de todas as partes podem conciliar os interesses. Pra tanto, vale que cada um pense no real motivo para ficar com o animal. Se for para provocar o parceiro, para irritá-lo ou para contrariá-lo, pense qual a necessidade de fazer isso com você e com o outro.

E com o animal também, que ficando alvo de disputa pode acabar negligenciado e adoecer. Se o bichinho está acostumado com atenção, cuidado e carinho, a mudança de ritmo pode afetar sua saúde. Lembrem que cuidar de um animal demanda responsabilidade e tempo.

Toda separação envolve perda, de status social, de companhia, e eventualmente também a perda do seu animal de estimação!

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