Pessoa tóxica é aquela com quem a convivência faz mal, porque prejudica ou atrapalha outra de diferentes maneiras. É o excessivamente crítico, pessimista, derrotista, aquela pessoa pesada e difícil de agradar.

Antes de falar do prejuízo vamos pensar o que é saudável. O convívio saudável envolve diferentes formas de troca. As pessoas com as quais gostamos de conviver são aquelas com quem compartilhamos valores, as que nos ajudam, agradam, dão afeto e que, por isso, também queremos compreender e ajudar. É uma troca intuitiva que vai naturalmente acontecendo, reforçando a convivência e alimentando a relação.

A pessoa tóxica é a que não consegue troca saudável e acaba minando a relação porque é mesquinha, destrutiva, chantagista, vampiresca. Aquele que só critica e ataca, que é incapaz de reconhecer seus méritos, de ficar feliz por você.  A relação saudável envolve também um olhar crítico, dar um toque no outro quando algo não vai bem. Mas só fazer crítica não é legal.

Pra identificar esse comportamento vale dizer que a principal característica é que a pessoa tóxica não é capaz de enxergar o outro. Não percebe o mal que faz, não consegue ter relações construtivas. Um jeito de identificar é pensar sobre o tipo de troca que há na relação com ela. Se for unilateral, ou seja, você dá muito e recebe pouco, nada ou só recebe críticas, está na hora de rever o convívio. A amizade se torna muito custosa e faz com que as pessoas se afastem naturalmente dela. Se a pessoa é intencionalmente tóxica, penso que aí há um problema de caráter, é uma outra situação bem mais complexa de enfrentar.

Vamos descrever os diferentes tipos: os mesquinhos, que não conseguem dar; os egoístas, que só pensam em si; os vampiros, são os parasitas que vivem do seu trabalho, do seu dinheiro e/ou do seu afeto; os chantagistas, que ameaçam com retaliações para que você se comporte como ele quer; e os destrutivos, que fazem críticas ferinas com doses variadas de agressividade, entre outros.

Penso que o principal critério é a sensação subjetiva de que aquela pessoa faz mal, porque às vezes é difícil identificar. Por exemplo, a pessoa pode ser um crítico sutil e educado, mas se for sempre e somente crítico, sem nunca apontar méritos, pode-se pensar que há uma relação tóxica.

Pra evitar ser afetado por ela, se o convívio é inevitável, tente se relacionar da forma mais superficial e distante possível. Mantenha a educação e o respeito, mas economize seus recursos para as relações saudáveis e prazerosas. Não tente ser o amigo sincero que vai falar as verdades e transformá-lo. Há grande chance de que a pessoa não aceite sua opinião e se torne mais tóxica ainda com você!

Deixe um comentário