Em tempos em que as pessoas voltam a falar que a terra é plana, que dar vacina faz mal, que estudar humanas pode corromper a cabeça dos jovens e que o nazismo é de esquerda, vale a pena lembrarmos como fugir de tudo isso. O xis da questão é a fonte, óbvio.

Sete dicas, mas a última é a mais importante:

  1. Leia diferentes veículos da mídia impressa, de preferência os mais tradicionais: Folha de SP, Estado de SP e O Globo. Todos esses que foram chamados como mídia golpista de direita há uma ano e meio atrás agora são mídia esquerdista, veículos do marxismo cultural. Depende de quem fala, os jornais mudam de lado. Portanto, pode-se concluir que eles foram e são críticos aos dois lados. Pode ler sem susto.
  2. Recorra também aos veículos que divulgam informações científicas: as universidades e suas publicações. Os congressos e encontros científicos são também ótimos. Como não se tem tempo nem grana pra frequentá-los, vale a pena ler seus anais e comunicações resultantes dos eventos.
  3. Para dados oficiais as organizações nacionais e internacionais, dos governos ou do terceiro setor que são respeitadas como a ONU, UNESCO, Ministérios, OAB, Conselhos de classe, etc.
  4. Livros, livros e mais livros, físicos ou digitais, não importa.
  5. Podcasts. Boa parte de tudo que é divulgado pelos meios anteriores estão em podcasts, arquivos de áudio de tempo variado, de cinco minutos a duas ou três horas, que você pode ouvir enquanto passeia com seu cachorro, se desloca para o trabalho ou faz serviço doméstico. Estou quase viciada nesse troço.
  6. NÃO se informe pelas redes sociais. Muitas vezes as pessoas compartilham informação como se fosse de um jornal de grande circulação sem ser.
  7. A mais importante é que você confira a veracidade da fonte, mas pense e compare as diferentes fontes, faça sua reflexão e tire conclusões por você. A internet presta o incrível serviço de democratizar acesso a todo tipo de conteúdo, mas não confere sua originalidade ou veracidade. Isso cabe a nós fazermos.

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